Jun 8, 2009
May 23, 2009
Vazio, felicidade e outras tretas
O mais divertido sobre sentirmo-nos vazios, é o facto de não conseguir-mos simplesmente lidar com isso, e enveredar-mos por um combate constante a essa realidade. É por isso que optamos por nos empanturrar com ideias, emoções, lógicas, sentimentos...
Por vezes, combatemos o vazio com o sofrimento (oh essa é fácil), onde é que está o drama de pegarmos em algumas das tantas oportunidades que temos para estar tristes? Outras vezes optamos por tentar combatê-lo com a felicidade (the tricky one), e então procuramos pessoas, actividades, momentos, que nos façam acreditar que somos felizes, e depois gritamos isso ao mundo, não nos preocupando minimamente em concretizar o que é realmente a felicidade (que merda, será que alguma vez já fomos felizes, será que podemos ter um conceito definido de felicidade se nunca tivemos uma única experiência para constituir o padrão?). Parece-me óbvio que nunca fomos felizes, que sentido faria se já o tivéssemos sido? Não nos ensinam desde muito novos que o nosso desígnio na vida é ser-mos felizes, parece um poster nos escaparates da humanidade: "Acredita em ti, persegue os teus sonhos, sê feliz!", então se é esse o nosso desígnio, o nosso objectivo final, não seria óbvio que ao sermos felizes pelo menos uma vez, o nosso tempo acaba-se e por ordem natural tivéssemos de morrer logo a seguir...Ora se estás vivo é porque não foste feliz. Ou então se calhar isso é uma treta, se calhar não há nenhum desígnio, a felicidade não é nenhum objectivo, não é para a conquistares que vieste ao mundo. Se calhar Deus pôs-te aqui para ser mais um, para ele se divertir contigo e com as tuas peripécias qual livro de aventuras. Se calhar não passas do novo peixinho dourado para juntar aos outros peixinhos iguais a ti, mais um para lutar pela comida quando ele (Deus) toca o sininho. Ou então foram mesmo os teus pais, é normal, ninguém gosta de sofrer sozinho, já que tens de passar por isto, porque não juntar mais um ao festim? Assim se estamos vivos, e não acreditamos nesse desígnio interno da felicidade, porque raio é que continua a ser essa busca o nosso plano favorito para combater os vazios?
May 18, 2009
Carta aberta a alguém igualmente perdido
No dia em que esqueceres todas as resoluções e metas por ti talhadas no dia anterior, sabendo que no dia seguinte irá acontecer o mesmo em relação ao dia que passou.
No dia em que não fores mais que uma pedra, presa á terra, deixando-se acariciar pelo vento e tendo nisso a sua única sensação.
No dia em que vires a tua alma como um espantalho incandescente, parado por entre as cruzadas de pássaros que já não te temem.
No dia em que pensar em tudo isto, te parecer banal.
No dia em que todas as tuas palavras te soarem a gritos cada dia mais desesperados.
No dia em que tiveres a certeza que já não te ouvem, que já não passas de uma corrente cristalina sem força, sem vida...
No dia em que a existência, agora lânguida, te levar em direcção a esta cave, cada hora mais funda, cada momento mais escura...
Nesse dia, encontrar-me-ás.
May 14, 2009
Não é bem isto, mas é qualquer coisa parecida...
Apr 28, 2009
Random
Apr 14, 2009
Mar 14, 2009
Frustrados da Lógica
Mar 13, 2009
Mar 9, 2009
Drums and Fight
Mata-me com a voz dessa tua escuridão.
Acabou a demanda, enlouquecemos juntos e tu limitas-te a esperar.
És mais um sol cinzento aprisionado nas vertentes coloridas que procuras nos olhares restantes, fechaste a caixa, aquela que quiseste que parecesse forte.
Só mais um passo e já chegámos, tudo pode ter um fim a partir do momento em que fechas esse punho.
Cada dia tudo é mais facil, ontem era verde.
E aqui estou eu, aguardando o tiro, aquele que ambos sabemos que acabarás por disparar, nunca pensámos noutra coisa, nunca houve outro elo, nunca houve outro caminho, e tudo estava suspenso nisso mesmo, no gatilho...E agora, porque não? Porque não acabar, hoje, visto que ontem era verde!
É só mais um passo!CATWALK! It´s your turn, it´s your moment, just do it!
Feb 26, 2009
Só mais um dia?
Feb 16, 2009
27 Outubro de 2008
Oct 27, 2008
Só uma vez!

Harmonia....Delete
Love....Erase
Só porque amanhã te prevês suspenso na tua imensidão cada vez mais azul, só porque amanhã não serás mais que hoje!
Ainda assim és tu, ainda assim cegas com o sol, ainda assim te perdes na neve do nosso "last day", o único que nunca esquecemos porque afinal o âmago não é a despedida mas sim toda a vida que se segue...
Era tão fácil se te perdesses, e eu...eu nunca tivesse que te procurar!
Seria tudo isto algo maior se aprendêssemos a acreditar em tudo aquilo que dizemos?
Serias tu algo maior se, por um instante que fosse, estivesses apenas aqui?
Nunca para sempre...Mas nunca fomos muito maus a transpor para a eternidade os simples momentos.....
Aug 9, 2008
Secret smile on the corner of her mouth!
There are just a bunch of letters...Sometimes they turn into words,but not today!
A empty blue freedom above our heads, can be enough...If you want!
They are the Majority,The Nameless Majority!
We are just a travelling bright light, Appearing and Dissapearing!
We are just a sick photo of a moment that keeps going On and On and On.
So why can´t you let it all go...Let it happen...Let it pass....Let it be....
Hopefully,it will end someday....Or maybe not, and then, at least you will know that it will always be a secret smile, hidden from their eyes!
Jul 3, 2008
Épico

Hate to say I told u so, também funciona no inverso...
Cadencia ordinária e extravagante, esfumando-se nos tons languidos da pele imposta pelo levitante sabor da jornada que passou, entre nós apenas a espuma da saboreada solidão.
Tic-tac
Na urgencia do tempo
Tic-tac
Acelerando o andar
Tic-tac
Avariam os motores, e lá vai a urbanização no seu mergulho... Cada vez mais escuro até explodir em negro...
Emergem as velas, queimando os olhares: " la flama de tot un poble en moviment."
Segundos incrivelmente lentos, que se perdem, porque ele volta sempre...
E de novo:
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac
Tic-tac
Jun 23, 2008
We Keep Trying
Programados para esquecer a capacidade de sentir, nem mecânicos somos!
Apenas gestos reflectidos em olhos cada dia mais vidrados de cegueira maníaca.
Vonnegut acreditava em homens de um olho em reinos de cegos.
As cartas abertas que nunca mandámos ou escrevemos, todas aquelas que nunca pensámos em todos aqueles envelopes que nunca soubemos, perdidas nos caminhos que nunca existiram. Nunca fomos o que pensaram para nós mas, mais desapontante, fomos menos ainda o pouco que pensámos ser.
Os nossos pais encarregaram-se de mostrar o caminho entre a sua ideologia e Deus, no fundo é o caminho que nos mostram sempre, mas ficámos a meio, perdidos por entre a neve de Agosto, branca de todas as razões que nunca invocámos porque nunca acreditámos serem as verdadeiras para concretizarmos algo de único que nunca o foi.
O genuíno é o que te oferecem como novo, o verdadeiro é o novo que aceitas como tal, a realidade é apenas o momento entre os dois.

